Demissões no Itaú: o que está acontecendo — e os direitos que surgem.

Na última segunda-feira (08/09/25), o Itaú Unibanco demitiu cerca de 1.000 funcionários em regime remoto ou híbrido. A justificativa foi “baixa produtividade”, medida por monitoramento digital: inatividade nos sistemas, poucos cliques e desconexão entre ponto e uso online.

Diante desta situação, esclarecemos alguns pontos, a fim de entender o cenário jurídico.

O que afeta quem foi demitido:

  • Muitos não foram avisados sobre os critérios de monitoramento.
  • Não houve diálogo com o sindicato nem advertências prévias.
  • Alguns cargos não exigem uso contínuo do computador, o que põe em dúvida os critérios.

A Possibilidade de dano moral:

  • Humilhação/difamação (rotular de improdutivo).
  • Falta de transparência (monitoramento oculto).
  • Prejuízo emocional e reputacional.(divulgação ostensiva da suposta causa da demissão)
  • Desrespeito às normas coletivas (ausência de negociação sindical).

O que fazer:

  • Documentar e-mails, comunicados e provas.
  • Consultar um advogado trabalhista sobre possível reparação por dano moral.


Autor: Dr. Alexandre Abras
Advogado – Sócio

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